Diário de Bordo da Reunião de Acordo Construido com o Coletivo da Cidade no Encontro de Voluntários da Cidade Estrutural e Consolidação da Parceria

Uma experiência de troca de valores, de acordo e sinergia, valendo mais serviços e a qualidade deles em nossos territórios. Se de um lado, certa cristalização institucional de práticas e metodologia e instrumentos de consolidação por parte das Aldeias Infantis SOS Brasil, de outro o vigor livre e inaugural do Coletivo da Cidade numa composição jovem de forças, vontade de descobertas novas e de compromisso com a mudança social, para juntar teoria e prática, ciência com consciência social.

Tarde maravilhosa, com mais de 30 pessoas dispostas ao voluntariado, equipe do Coletivo da Cidade, visitando os espaços, com o André Zanardi contando a história da resistência do povo, da criação do Coletivo, junção de ideias, a correnteza na enxurrada dos direitos que esses jovens queriam juntar, coletar, revelar e afirmar na Cidade Estrutural. Daí a grande luz que se intitulou na história deste território: COLETIVO DA CIDADE.

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Coracy Chavante e Nelson Peixoto estavam por lá. Coracy mais do que já havia adotado a Cidade Estrutural, quase que com duas identidades: das Aldeias e do Coletivo. Ele foi o elo que consolidou nossa parceria construída desde os primeiros “tijolos fundacionais” do Coletivo da Cidade.

imageUm agosto com forte gosto de parceria, prato coletivo que se  criou/construiu para servir mais direitos no Itapoã e na Cidade Estrutural! Crianças, adolescentes e jovens não estavam por lá, dia 11. Voluntários acadêmicos da UNB, gente vibrante que querem mudar o mundo e as relações que geram iniquidades! Coletivo da Cidade e Aldeias Infantis SOS BRASIL/Brasília/Brasil em sintonia metodológica! Parabéns, Coracy, Fabiana, André, Natália, Mel e equipe brava que por lá coleta a força e os saberes do povo para afirmar a Cidadania! E era véspera do DIA DOS PAIS! VIVA!

Gente boa que tem lições para nos dar! Conversamos que cada um é um “manancial” que escorre numa coletiva ação para construir uma infância feliz e plena em direitos na Cidade Estrutural e no Itapoã. Coletivo da Cidade, força jovem, entusiasmo de servir e amar, descobrir no olhar de uma criança ou adolescente que juntos mudam onde colhemos o que o povo já protagonizou em resistência! Valeu estar com vocês e saber da Memória Viva que vocês recontam e querem reeditar! Parabéns!

Depois de visitar as instalações ficamos pensando na densidade do significado da palavra “Coletivo da Cidade” que se reforçou quando ouvimos a música “Cidadela” durante a apresentação dos trabalhos que se realizam, e aí fomos ligando outras palavras que contém a origem de outras palavras: aldeia, ideia, Deus, cidade, idade. Delírio filosófico semântico das palavras? Pode ser que sim, mas elas carregam de forma escondida o princípio fundamental da CIDADANIA: Luz, lugar de todos, sol de justiça, clarão de direitos, estrelas de DIGNIDADE!

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“Como um redemoinho, esta logomarca sinaliza o giro e a roda que vai se formando com todos; sentimento de pertença, lugar incluído nessa força que cada um alimenta com seu esforço e dedicação”. A história da Cidade Estrutural traz uma torrente de participação do passado, descortina possibilidades para o futuro e se faz PRESENTE com parceiros do MOMENTO NOVO.

Por Nelson Peixoto – Gestor da Aldeias SOS Brasil – Programa Brasília em 11 de agosto de 2012.

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Teimosa, bonita e feliz; assim é a Estrutural

As percussionistas do Batalá vestiram-se a rigor para apresentação nas ruas da Estrutural

As percussionistas do Batalá vestiram-se a rigor para apresentação nas ruas da Estrutural (Zuleika de Souza/CB/D.A Press )

Não somente o asfalto, os meios-fios, as praças e as palmeiras estão chegando à Vila Estrutural. A cidadania se aproxima do lugar de menor renda per capita de Brasília, R$ 325. No sábado passado, o Batalá levou seus tambores e suas meninas à Estrutural para convocar as garotas a participar das oficinas de percussão do Coletivo da Cidade, entidade que reúne estudantes da Universidade de Brasília, profissionais de assistência e educação e voluntários com o objetivo de oferecer a crianças e adolescentes a chance de transformar as próprias vidas e a de suas famílias.

Murilo foi buscar os enteados Maicon e Maira na escola de bicileta

Murilo foi buscar os enteados Maicon e Maira na escola de bicileta (Zuleika de Souza/CB/D.A Press )

A cidade do lixão é também a cidade das bicicletas. Quase metade da população, 44%, têm bike, segundo a Pdad (Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílio), feita pela Codeplan no primeiro semestre deste ano. Mas a turma do Coletivo acredita que esse percentual seja ainda maior, levando-se em conta que a pesquisa percorre casas onde haja conta de água ou de luz. A bicicleta é o meio de transporte para circular dentro da cidade e fora dela. Diante dessa realidade, Tiago Rocha, estudante que participa do Coletivo, está preparando um curso de mecânica de bicicleta e pretende desenvolver um projeto de bicicleta comunitária, inspirado no Bicicleta Livre da UnB.

O teatro também está na Estrutural. É lá que moram os quatro atores de Seca, a peça que estará em cartaz na Sala Martins Pena, do Teatro Nacional, na sexta e no sábado próximos. Tuan Emanuell, Iury Pereira, Wanderson de Sousa e Bia Oliveira eram estudantes do Centro Educacional I do Cruzeiro Velho, quando começavam a participar do premiado projeto do professor Getúlio Cruz. Os três atores já são estudantes de artes cênicas da UnB e a menina estuda na Faculdade Dulcina.
A cidade que existe de teimosa, que resistiu com barricadas à tentativa de expulsão, tem um cotidiano de moças e rapazes a caminho da academia, com suas garrafinhas d’água de última geração, meninas sem medo e garotos procurando um futuro. Gente otimista como o maranhense Omek Carvalho Silva, de 61 anos, que desfila pela cidade com sua bicicleta flamenguista, todo ele, roupa, correntes e anéis rubro-negros. “É meu jeito de me distrair. E assim vou vivendo, um dia alegre, outro com raiva. Um dia xingando, outro sendo xingado. Depois dos 60, o que vier é lucro”, ele diz, somando, dia após dia, o ganho do seu viver.
A Estrutural está rebocando suas paredes, subindo mais um andar, e protegendo sua história. Na sede do Ponto de Memória da cidade (www.memoriaestrutural.blogspot.com), pneus amontoados sobre uma pista estilizada relembram os tempos de luta para fixar a cidade. Fixada, ela vai ficando bonita e feliz.

Por Conceição Freitas Publicação: 16/08/2011 08:55 Atualização: 16/08/2011 09:59

Fonte: Site do Correio Braziliense em 16/08/2011

SEDEST promove repactuação do Plano Distrital de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil

Galeria

(05/08/2011 – 12:54) Na tarde desta quarta-feira (03), a Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (SEDEST) promoveu o encontro da Comissão Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil no Distrito Federal (CEPETI) para a repactuação do Plano … Continuar a ler